O varejo brasileiro vive uma transformação acelerada, impulsionada por mudanças no comportamento do consumidor e pela digitalização dos meios de pagamento. Para enfrentar margens cada vez mais apertadas, empresas de todos os portes estão repensando suas operações financeiras, buscando maior controle sobre seus meios de pagamento. Nesse cenário, a adoção de sistemas próprios de crédito se destaca como uma estratégia eficaz para aumentar a competitividade e a rentabilidade.
Ao implementar soluções de crédito internas ou parcerias com operadoras financeiras, os varejistas conseguem capturar parte do valor que antes era direcionado a bancos. Essa abordagem não apenas melhora a relação com o cliente, que passa a ter acesso a benefícios personalizados, mas também transforma o crédito em uma ferramenta de fidelização e alavancagem de faturamento. Com as novas Sociedades de Crédito Direto (SCDs), até mesmo operações de médio porte podem se beneficiar desse modelo, que antes era restrito a grandes redes.
A realidade atual mostra que o modelo tradicional de processamento financeiro não atende mais às demandas do varejo moderno. Várias redes varejistas já relatam ganhos significativos em controle da inadimplência e aumento no ticket médio ao adotar soluções mais flexíveis. Assim, o pequeno e médio varejo brasileiro precisa assumir o protagonismo na gestão financeira, transformando tecnologia em estratégia e relacionamento em resultados.