A Sabesp (SBSP3) anunciou na terça-feira (26) que a Arsesp, reguladora do estado de São Paulo, aprovou um regime de prevenção e contingência para o fornecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. Essa medida excepcional visa minimizar os impactos da escassez hídrica, uma vez que os níveis dos reservatórios estão em 38%, 11 pontos percentuais abaixo da média dos últimos 25 anos e o pior resultado desde a seca de 2015.
O Goldman Sachs avaliou que, apesar da situação não ser crítica, a redução da pressão no sistema pode impactar as receitas no curto prazo. A instituição estima que uma hipotética queda de 5% nos volumes faturados ao longo dos próximos 12 meses poderia reduzir o valor justo do patrimônio em apenas cerca de 0,3%. Além disso, os custos adicionais com eletricidade e materiais devido à baixa profundidade dos reservatórios podem não ser totalmente compensados em futuras tarifas.
Em conclusão, o Goldman projeta um impacto limitado para a Sabesp, inferior a 1% do valor do patrimônio, embora reconheça algum risco de lucro no curto prazo. O JPMorgan também considera que os níveis dos reservatórios estão mais confortáveis em comparação com crises anteriores e mantém uma recomendação positiva para os ativos da empresa, destacando a importância das iniciativas de economia de água e investimentos em novos recursos hídricos desde 2015.