Na noite de quinta-feira (28), dezenas de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para exigir visibilidade e responsabilização pela morte de jornalistas em Gaza. Os organizadores do ato estimam que mais de 200 jornalistas, muitos deles palestinos, foram mortos desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023. Agências internacionais como Associated Press, Reuters e Al Jazeera clamam por responsabilização emergencial diante da situação alarmante.
O protesto ocorre em meio a uma crescente onda de indignação global, especialmente após o ataque de “double-tap” ao Hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul de Gaza, que deixou 22 vítimas, incluindo cinco jornalistas. Entre os mortos estava Mariam Abu Dagga, freelancer da Associated Press, que deixou um filho de 13 anos. Dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) indicam que 2024 foi o ano mais letal para a imprensa, com 124 jornalistas mortos em 18 países, sendo 70% na Faixa de Gaza.
As contagens sobre as mortes variam entre as entidades, com a ONU registrando 242 jornalistas palestinos mortos até agosto de 2025 e o CPJ apontando 192. A situação se agrava com relatos de que 85 desses jornalistas foram mortos por forças israelenses, um recorde angustiante. O protesto em São Paulo destaca a necessidade urgente de justiça e proteção para os profissionais da imprensa em zonas de conflito.