As empresas europeias com classificação de risco podem administrar o impacto imediato das tarifas impostas pelo governo dos EUA, segundo relatório da S&P Global Ratings divulgado nesta sexta-feira, 4. As taxas de 20% e 10% sobre produtos da UE e do Reino Unido, respectivamente, devem pressionar setores específicos, como o automotivo, que enfrentará uma tarifa de 25% sobre veículos exportados para os Estados Unidos. Empresas de alumínio e aço também serão afetadas, embora fatores atenuantes ajudem a mitigar os efeitos iniciais.
O relatório destaca uma mudança significativa no ambiente comercial global, marcado por maior volatilidade e incerteza, com implicações negativas para as empresas. A analista de crédito Barbara Castellano aponta que as ações do governo americano refletem uma ruptura com as tendências das últimas décadas. Essa transformação pode ser especialmente desafiadora para a zona do euro, que tem nas exportações um pilar importante de sua economia.
Apesar dos desafios, a análise sugere que as empresas europeias têm recursos para lidar com o cenário no curto prazo. No entanto, a escalada de tensões comerciais e a possibilidade de novas medidas protecionistas podem ampliar os riscos no médio e longo prazos, exigindo adaptações estratégicas por parte das companhias e dos governos envolvidos.