O governo planeja proibir a queima de vegetação em turfeiras profundas como parte de esforços para proteger habitats naturais, reduzir emissões de carbono e preservar a vida selvagem. Essa prática, comum entre caçadores, é usada para estimular o crescimento de plantas jovens que atraem galo-silvestre, aumentando a quantidade de aves disponíveis para a caça esportiva. A medida visa combater os impactos ambientais, mas enfrenta resistência de grupos que defendem a tradição da caça.
A queima controlada em áreas de turfa é criticada por cientistas e ambientalistas, que alertam para a liberação de grandes quantidades de carbono armazenado no solo, agravando as mudanças climáticas. Além disso, a destruição de habitats ameaça espécies que dependem desses ecossistemas. Autoridades afirmam que a proibição é essencial para alinhar o país com metas ambientais internacionais.
Caçadores argumentam que a prática é necessária para manter populações saudáveis de galo-silvestre e sustentar a economia local ligada ao turismo de caça. No entanto, especialistas sugerem alternativas, como o manejo sustentável da vegetação, para conciliar interesses econômicos e ambientais. O debate reflete tensões entre conservação e atividades tradicionais, com o governo buscando um equilíbrio entre os dois lados.