Na sexta-feira (14), a Nasa e a SpaceX lançaram uma missão com destino à Estação Espacial Internacional (ISS) para substituir dois astronautas americanos que estavam na estação há nove meses. O foguete Falcon 9 decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, transportando quatro astronautas que substituirão os veteranos da Nasa, que haviam sido mantidos na estação além do período originalmente planejado. A missão Crew-10 é crucial para trazer os astronautas de volta à Terra, após a prolongada estadia causada por problemas no sistema de propulsão de outra cápsula da Boeing.
A decisão de manter os astronautas na ISS por mais tempo gerou discussões políticas, com declarações de algumas figuras públicas, mas a Nasa explicou que a medida foi necessária para garantir a manutenção do nível mínimo de tripulação na estação. Durante esse período, os astronautas realizaram pesquisas científicas e tarefas de manutenção rotineiras. A missão Crew-10, embora parte da rotação regular de tripulação, também representou um esforço extraordinário devido à pressão para antecipar o retorno dos astronautas, o que resultou em ajustes nos procedimentos de segurança da Nasa.
Além dos desafios técnicos e logísticos, a pressão externa afetou o processo de preparação da missão, forçando a Nasa a acelerar algumas etapas e lidar com problemas de última hora, como vazamentos de combustível e desgaste nos componentes da cápsula. A missão Crew-10, que estava originalmente marcada para o final de março, teve sua data antecipada, permitindo que os astronautas substituídos retornassem à Terra mais cedo.