A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, manifestou apoio à primeira-dama Janja da Silva após ela ter decidido privar seu perfil no Instagram devido a ataques recebidos nas redes sociais. Em uma postagem oficial, Marina expressou sua solidariedade, destacando que os ataques contra Janja eram uma consequência de uma campanha de perseguição que se intensificou com base em preconceitos estruturais, como machismo e misoginia. A ministra também associou os ataques à nomeação da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Marina criticou o uso das redes sociais como plataforma para disseminar agressões, calúnias e ameaças, afastando-se de um debate democrático legítimo. Ela afirmou que a violência política de gênero deve ser combatida e severamente punida, destacando que ataques como esses visam deslegitimar e silenciar as mulheres na esfera pública. A ministra defendeu que as redes sociais não devem ser locais para a impunidade e a agressão, pois comprometem o respeito à dignidade humana.
Ao final de sua declaração, Marina enfatizou que tais ataques não irão silenciar Janja, Gleisi, nem outras mulheres que ocupam espaços de poder. Ela ressaltou que a presença feminina no poder é um direito conquistado com muito esforço e que a luta contra a misoginia deve continuar para garantir a igualdade e a inclusão das mulheres na política.