A cheia do Rio Acre afetou gravemente diversas comunidades rurais de Rio Branco, com cerca de 20 áreas impactadas. As inundações causaram perdas significativas, especialmente para agricultores locais, que dependem da mandioca como principal fonte de renda. Muitos decidiram antecipar a colheita para evitar perdas totais, já que as plantações estão submersas, comprometendo a produção. Mais de 2.100 famílias rurais foram diretamente atingidas pela enchente, que isolou várias regiões e dificultou o acesso a alimentos e recursos.
Além das perdas nas plantações, a situação também afetou a infraestrutura local, com pontes submersas, como no caso da comunidade Catuaba, deixando moradores isolados e sem condições de trabalhar. A prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência, permitindo o acesso a recursos do governo federal para ações de socorro e apoio às famílias afetadas. A Defesa Civil tem atuado na distribuição de alimentos e no levantamento das necessidades das famílias, enquanto o governo estadual também tem enviado ajuda, incluindo a compra de alimentos de outros agricultores da região.
A mandioca é o principal produto agrícola do Acre e, com perdas estimadas de 495.940 toneladas em 2024, a crise tem um grande impacto econômico. Para as famílias que dependem da agricultura, a perspectiva de uma colheita perdida é desoladora, pois isso representa a fonte de subsistência. A situação segue sendo monitorada, com esforços contínuos para minimizar os danos e fornecer suporte àqueles que mais necessitam durante o período de emergência.