Marwa, uma afegã de 27 anos, fugiu de seu país para escapar da opressão dos talibãs, que impediam mulheres de estudar, trabalhar ou até mesmo sair sem a companhia de um homem. Agora, ela e sua família estão entre os 200 migrantes deportados pelos Estados Unidos para a Costa Rica, onde aguardam em um abrigo temporário sem saber se receberão asilo. Marwa teme pela vida de seu marido e sua filha caso sejam repatriados, já que seu pai e tio foram mortos no Afeganistão.
O grupo de deportados, que inclui pessoas do Afeganistão, Irã, Rússia e outros países, enfrenta um limbo jurídico: muitos se recusam a voltar para suas nações de origem, mas nenhum outro país lhes ofereceu refúgio. Enquanto isso, vivem restrições no abrigo, sem permissão para sair e com passaportes retidos. Relatos de maus-tratos por parte de autoridades americanas durante o processo de deportação também surgem, incluindo ofensas a mulheres por usarem hijab.
A Costa Rica, tradicionalmente conhecida por sua política de acolhimento a refugiados, é criticada por colaborar com os Estados Unidos nesse esquema de deportações. Organizações de direitos humanos alertam para violações sistemáticas, enquanto o governo local justifica a ação como um apoio ao “irmão poderoso do norte”. Para Marwa e outros deportados, o futuro permanece incerto, mas a determinação de buscar uma vida livre de perseguição segue intacta.