O telescópio Euclid, lançado em julho de 2023 para estudar o Universo Escuro, recentemente capturou uma imagem rara de um anel de Einstein. Esse fenômeno ocorre quando a luz de uma galáxia distante é distorcida por uma galáxia massiva em primeiro plano, formando um anel brilhante. A descoberta foi possível graças aos instrumentos sensíveis do Euclid, que revelou um anel perfeito ao redor de uma galáxia localizada a 590 milhões de anos-luz da Terra, enquanto a galáxia que causou o efeito está a uma distância impressionante de 4,42 bilhões de anos-luz.
O anel de Einstein é um exemplo de lente gravitacional forte, um fenômeno que permite aos astrônomos observar objetos e luz de galáxias distantes, normalmente invisíveis. A precisão do Euclid revelou o anel com um nível de detalhe sem precedentes, proporcionando aos cientistas uma nova forma de estudar a estrutura interna de galáxias e a distribuição de matéria escura, que representa 85% da matéria do Universo. A descoberta tem implicações importantes para o entendimento da energia escura e da evolução do cosmos.
Com uma missão de seis anos, o Euclid irá observar bilhões de galáxias e mapear mais de um terço do céu. Além de fornecer novos dados sobre a matéria escura e a energia escura, a missão promete aumentar o número de anéis de Einstein conhecidos, desafiando os cientistas a analisar um volume significativo de novas informações. O telescópio não só tem o potencial de revolucionar o campo da astronomia, mas também de ampliar o nosso entendimento sobre o funcionamento do Universo.