O presidente Donald Trump anunciou que vai ordenar ao governo federal dos Estados Unidos que cesse o arrendamento de terras federais para a construção de grandes parques eólicos. Essa medida, que foi divulgada pela Casa Branca logo após sua posse, visa restringir o desenvolvimento de projetos de energia renovável, especialmente no setor eólico offshore, que está em expansão nos Estados Unidos. A decisão gerou preocupações entre defensores da energia limpa, que alertam para o impacto negativo que isso pode ter no crescimento de uma indústria emergente e nos planos de fornecer energia renovável à região da Costa Leste.
A ação de Trump reflete sua postura crítica em relação às energias renováveis, especialmente após seu confronto com projetos eólicos no passado. A medida, que poderá afetar tanto o setor de energia eólica offshore quanto em terra, visa interromper a venda de novos arrendamentos para o desenvolvimento de parques eólicos em terras e águas federais, onde o governo tem controle. Embora o setor de energia eólica em terra já seja mais consolidado, a indústria offshore ainda está em seus estágios iniciais de desenvolvimento, com vários projetos recebendo aprovações do governo federal, mas ainda dependentes de um ambiente legal estável.
A interrupção dos arrendamentos pode trazer incerteza a estados como Nova York e Nova Jersey, que planejam expandir suas capacidades de energia renovável nos próximos anos. Com a indústria de energia eólica offshore enfrentando custos mais altos e riscos legais, muitos projetos que já receberam licenças podem ser afetados por futuras mudanças nas políticas, especialmente se houver retroatividade nas novas decisões governamentais. A ação de Trump, portanto, não apenas reflete sua posição em relação à energia renovável, mas também destaca o impacto potencial de mudanças políticas em setores energéticos em crescimento.