O residencial Viver Outeiro, localizado na ilha de Caratateua, em Outeiro, distrito de Belém, está com as obras concluídas desde novembro de 2024, mas as chaves ainda não foram entregues aos beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida. Mais de mil famílias aguardam a entrega de 1.008 apartamentos e têm se mobilizado em protestos devido à indefinição da data de entrega. O projeto, que iniciou em 2014 com um orçamento de aproximadamente R$ 62 milhões, sofreu paralisações durante a construção e foi retomado em 2023, com recursos adicionais do Ministério das Cidades.
A conclusão das obras não foi suficiente para acalmar as famílias que há anos aguardam a entrega das novas moradias. Muitas dessas famílias vivem em condições precárias e enfrentam dificuldades econômicas, sendo que algumas já pagaram antecipadamente a primeira mensalidade dos apartamentos. A gestão municipal havia se comprometido a entregar o residencial até o fim de 2024, com uma previsão posterior para janeiro de 2025, mas até o momento, não houve uma definição concreta.
Ao longo do período de construção, o local foi alvo de saques e depredações devido à ausência de moradores. O presidente da comissão dos moradores, Anderson Mendes, afirmou que a falta de respostas das autoridades é um dos principais fatores que tem gerado frustração e insegurança entre as famílias. A reportagem solicitou posicionamento das autoridades responsáveis, incluindo o Ministério das Cidades, a prefeitura de Belém e a Companhia de Habitação do Estado do Pará, mas não obteve respostas até a publicação.