O ex-primeiro-ministro da Síria, Mohammed Ghazi al-Jalali, anunciou sua decisão de transferir o poder para o governo de salvação, liderado pelo grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham, após a queda do regime de Bashar al-Assad. Em uma reunião com o líder rebelde Abu Mohamed al-Golani, al-Jalali expressou sua disposição para colaborar com a formação de um novo governo de transição. A intenção dos rebeldes é garantir a continuidade dos serviços básicos, como fornecimento de água e eletricidade, principalmente na região de Idlib, que se encontra sob controle rebelde desde 2017.
Após a captura de Damasco, a capital síria, pelos rebeldes, esforços imediatos foram feitos para restaurar a ordem e estabilizar o governo. Em meio a relatos de saques, as forças rebeldes trabalharam para proteger os edifícios públicos e organizar a cidade. O novo governo busca evitar os erros de outros países árabes em transições de poder, como na Líbia e no Iraque, e se esforça para não cair no caos, promovendo um ambiente de reconstrução e estabilidade. A ex-agência estatal de notícias da Síria também foi reestruturada, adotando a bandeira rebelde e convocando funcionários a retornarem ao trabalho.
Embora o governo de transição enfrente desafios políticos e regionais, incluindo o reconhecimento internacional, alguns países, como o Reino Unido, estão considerando reavaliar sua postura em relação ao grupo rebelde. A Turquia, com laços históricos com os rebeldes, destaca a importância da inclusão e proteção das minorias, enquanto os governos árabes adotam uma posição cautelosa. O futuro da Síria dependerá da cooperação entre diversos grupos internos e da preservação das instituições estatais, essenciais para a reconstrução do país.