Os Estados Unidos reiteraram nesta terça-feira (10) que reconhecem a possibilidade de apoiar um futuro governo sírio que seja confiável, inclusivo e respeite os direitos das minorias, em linha com os princípios da Resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o secretário de Estado Antony Blinken, a transição deve resultar em uma governança transparente e não sectária, destacando a necessidade de estabilidade após décadas de governo opressivo e a recente derrubada de Bashar al-Assad.
Simultaneamente, forças israelenses anunciaram ações na fronteira sul da Síria, incluindo a criação de uma “zona de defesa estéril” e ataques a estoques estratégicos sírios. Já representantes dos EUA reforçaram a importância da presença militar americana no país, enquanto a oposição síria continua negociando um novo governo, liderado interinamente por Mohamed al-Bashir até 2025. Ele comanda o Governo da Salvação Síria, sediado em Idlib, e seu pronunciamento destaca esforços de reorganização política no país.
A oposição síria, composta por uma coalizão de grupos rebeldes, incluindo facções controversas como o HTS, enfrenta desafios para consolidar o poder e construir uma nova estrutura de governança. Bandeiras com significados simbólicos para os opositores refletem a tentativa de unificar visões distintas em meio a incertezas geopolíticas na região, intensificadas por tensões envolvendo potências internacionais e governos locais.