O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o comércio internacional é uma “guerra” e afirmou que deseja que o agronegócio brasileiro continue crescendo e gerando reações negativas, como as recentes declarações de um deputado francês que criticou os produtos do Brasil. A declaração foi dada no contexto de uma disputa entre os produtores de carne do Brasil e a rede francesa de supermercados Carrefour, que recentemente anunciou a decisão de deixar de vender carne do Mercosul na França, citando questões de proteção ao mercado agrícola francês. Lula comentou que o agronegócio brasileiro não pode se intimidar com críticas externas e que o país precisa continuar defendendo seus produtos no cenário internacional.
O presidente também abordou a questão do acordo entre Mercosul e União Europeia, destacando que, mesmo com a resistência da França devido ao seu protecionismo agrícola, o Brasil buscará fechar o acordo, independentemente das objeções de Paris. Lula ressaltou que, no comércio global, nenhum país será “amigo” dos produtos brasileiros e que a competitividade exige estratégias firmes para superar barreiras comerciais. Nesse sentido, o governo brasileiro tem se alinhado ao setor agropecuário, tradicionalmente ligado a grupos conservadores, numa convergência rara, com o objetivo de aumentar a presença do Brasil no comércio mundial.
Além disso, Lula defendeu a ampliação das relações comerciais com outros mercados, como Índia, Japão e Vietnã, com o intuito de diversificar as exportações brasileiras e atrair novos investimentos. O presidente reiterou a importância de fortalecer os laços comerciais fora da Europa, buscando oportunidades que minimizem a dependência do bloco europeu e ampliem a inserção do Brasil em outras regiões estratégicas do planeta.