Promessas brasileiras no futebol em 2026: jovens para acompanhar no radar

Bianca Almeida
Tempo: 7 min.
Novas promessas brasileiras no futebol: nomes para acompanhar de perto - Foto: RS/Fotos Públicas

Veja novas promessas brasileiras para ficar de olho em 2026, com destaques como Estêvão, Endrick e Vitor Reis, além de uma watchlist por posição

O futebol brasileiro segue como principal fornecedor de talentos jovens para o mercado europeu em 2026, mas o panorama de exportação ganhou camadas mais complexas. De um lado, nomes como Estêvão e Endrick ocupam o topo dos rankings globais de valorização. Do outro, uma segunda leva de jogadores constrói trajetórias consistentes em ligas competitivas, longe dos holofotes das maiores potências do continente.

A análise desta safra revela que não basta talento bruto. Caminhos como empréstimos estratégicos, adaptação tática e passaporte europeu definem quem realmente se firma. O cenário exige um olhar mais criterioso sobre perfis, posições e métricas.

Promessas de elite e o mercado global de apostas

Estêvão, aos 18 anos, consolidou-se como peça importante do Chelsea na temporada 2025/26. Ele se tornou o jogador mais jovem do Chelsea a marcar na Champions League e é apenas o terceiro adolescente a marcar em cada uma de suas três primeiras partidas como titular na competição, ao lado de Kylian Mbappé e Erling Haaland. Segundo o CIES Football Observatory, em novembro de 2025, Estêvão estava avaliado em 118,1 milhões de euros, figurando entre os 10 jovens mais valiosos do mundo.

Visibilidade comercial e projeção internacional

A dimensão da projeção desses atletas ultrapassa relatórios de scout e estatísticas avançadas. A presença de Estêvão e Endrick em índices de valorização e em plataformas de análise de mercado ilustra o grau de relevância que ambos atingiram. Estêvão e Endrick aparecem em mercados das bets autorizadas, evidência concreta de como seus nomes já circulam em esferas comerciais globais. Apostas esportivas: pratique o jogo seguro.

Endrick, por sua vez, avaliado em 73,2 milhões de euros pelo mesmo estudo do CIES, recuperou protagonismo de forma impressionante. Emprestado pelo Real Madrid ao Lyon, o jogador conquistou o título de melhor atleta do mês na Ligue 1. Desde que desembarcou na França no início de janeiro, o atacante acumula, em seis partidas disputadas com a camisa do Lyon, cinco gols e uma assistência.

Ascensão consistente: a segunda camada de talentos

Além dos nomes de primeira linha, existe um grupo de brasileiros que acumula desempenho e adaptação em ligas competitivas. Como observou Guilherme Calvano, jornalista da Trivela, esses jogadores “não ocupam manchetes, mas acumulam desempenho e ótima adaptação em ligas competitivas”.

Vitor Reis, zagueiro do Girona emprestado pelo Manchester City, foi eleito o melhor jogador sub-23 de La Liga em janeiro de 2026, tornando-se peça-chave nos planos táticos do técnico Míchel. Vendido pelo Palmeiras ao City por 37 milhões de euros em janeiro de 2025, Reis se tornou o zagueiro mais caro da história do futebol brasileiro. Em janeiro, além de se firmar na defesa, contribuiu com uma assistência contra o Mallorca e marcou o gol de empate contra o Getafe nos acréscimos.

No Porto, William Gomes, ponta de 19 anos, atua pela Primeira Liga portuguesa. Avaliado em 15,5 milhões de euros pelo CIES, ele tem sido utilizado tanto como titular quanto vindo do banco, com quatro gols na temporada, segundo dados do Transfermarkt.

Outro nome relevante é Weslley Patati, atacante de 22 anos e um dos jovens talentos brasileiros que brilharam recentemente pelo AZ Alkmaar, na Eredivisie holandesa. Patati assinou contrato de cinco anos com o clube holandês em agosto de 2025, após passagem produtiva pelo Maccabi Tel Aviv.

Revelações tardias e perfil posicional em alta

O conceito de “late bloomer” ganha força na análise de mercado. Breno Bidon, volante de 20 anos do Corinthians, exemplifica o perfil de jogador que amadureceu no cenário nacional antes de despertar interesse europeu. Além do Arsenal, outros clubes europeus monitoram a situação de Bidon, com o Manchester United também aparecendo entre os interessados. Seu valor de mercado é avaliado em 14 milhões de euros pelo Transfermarkt.

A demanda posicional mudou de forma significativa. Laterais e pontas seguem valorizados, mas zagueiros e volantes com qualidade na saída de bola, como Vitor Reis e Bidon, ganharam espaço crescente. Clubes europeus buscam defensores capazes de participar da construção ofensiva, perfil historicamente associado ao futebol brasileiro.

Watchlist por posição: métricas para acompanhar

  • Estêvão (ponta, 18 anos, Chelsea): xG+xA por 90 minutos
  • Endrick (centroavante, 19 anos, Lyon): gols por 90 minutos e participações diretas
  • Vitor Reis (zagueiro, 20 anos, Girona/Man City): ações progressivas e duelos defensivos
  • Breno Bidon (volante, 20 anos, Corinthians): passes progressivos e recuperações
  • William Gomes (ponta, 19 anos, Porto): dribles completos e finalizações
  • Kauã Elias (atacante, 19 anos, Shakhtar): xG e minutos disputados

Dinâmica de transferências para 2026

A janela de transferências europeia, encerrada em 2 de fevereiro de 2026, definiu empréstimos estratégicos com foco na Copa do Mundo. O modelo de redes multi-clubes, como o utilizado pelo City Football Group nos casos de Savinho, Yan Couto e agora Vitor Reis, tornou-se referência para o desenvolvimento de jovens brasileiros.

Cláusulas de sell-on, buy-back e empréstimos com opção de compra dominam as negociações. No caso de Endrick, segundo Fabrizio Romano, o acordo entre Real Madrid e Lyon incluía cláusula de recall em 20 de janeiro, opção que os espanhóis optaram por não ativar, com o brasileiro previsto para retornar a Madrid em 1º de julho de 2026.

O que separará a próxima onda brasileira do restante será a combinação de adaptabilidade tática, regularidade de minutos em competições europeias e maturidade para lidar com a pressão de cláusulas milionárias. A Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México funcionará como vitrine definitiva para esses nomes em 2026.

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