Um grupo de representantes da ala progressista do Partido Democrata apresentou, nesta terça-feira (10), uma resolução legislativa com o objetivo de pôr fim à ingerência dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, conhecida como Doutrina Monroe. A proposta, que não possui força de lei, sugere a substituição da atual política de vigilância e intervenção por uma nova abordagem chamada ‘Novo Bom Vizinho’, com o intuito de fomentar melhores relações e uma cooperação mais eficaz na região.
A Doutrina Monroe, que foi atualizada pelo ex-presidente Donald Trump em um documento de estratégia militar e diplomática, foi originalmente proposta em 1823 pelo presidente James Monroe. A doutrina estabelecia que os Estados Unidos teriam o direito de enfrentar as intenções imperialistas das potências europeias, mas, ao longo dos anos, passou a ser interpretada como um mandato para interferir nos assuntos soberanos dos países vizinhos.
A proposta, liderada pela parlamentar Nydia Velázquez, também sugere o fim do embargo a Cuba e a revisão de leis que permitem ao presidente impor sanções sem controle do Congresso. Além disso, a resolução propõe a criação de uma controladoria independente na Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi debatida anteriormente em 2024, mas sem chegar à votação, com novas justificativas para seu retorno devido a eventos recentes na região.

