Restaurantes nos Estados Unidos estão enfrentando uma série de críticas e dificuldades financeiras devido à sua oposição ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega). Anton Kinloch, proprietário do bar e restaurante Lone Wolf em Kingston, Nova York, optou por permanecer aberto e, em vez de se calar, decidiu doar parte das receitas de uma noite para um grupo de defesa dos imigrantes. Ele expressou sua solidariedade em resposta às recentes mortes de imigrantes durante ações do ICE, um ato que não veio sem riscos em um setor já vulnerável.
Com o clima rigoroso e as condições de mercado desafiadoras, muitos proprietários de restaurantes, especialmente aqueles que são imigrantes, hesitam em se manifestar publicamente. A pressão econômica e as consequências de opiniões impopulares estão fazendo com que alguns se sintam inseguros em expressar suas visões sobre as políticas de imigração. Kinloch, ao contrário, decidiu que era mais importante falar do que se calar, mesmo sabendo do impacto potencial em seu negócio.
O ato de Kinloch não é apenas uma declaração de solidariedade, mas também um reflexo das tensões entre a comunidade empresarial e as políticas de imigração nos Estados Unidos. À medida que as discussões sobre direitos dos imigrantes ganham destaque, os desafios enfrentados pelos restaurantes sublinham a necessidade de apoio a iniciativas que defendem esses direitos, especialmente em um ambiente de crescente polarização política e social.

