Cientistas americanos anunciaram os resultados de um estudo que acompanhou mais de 2.800 pessoas por cerca de 20 anos, revelando que um treinamento de velocidade cerebral pode retardar o diagnóstico de demência em décadas. Esta pesquisa, uma das primeiras a demonstrar que intervenções desse tipo podem não apenas melhorar a cognição, mas também reduzir a progressão do Alzheimer, foi financiada pelo governo dos Estados Unidos.
Os participantes foram divididos em dois grupos, sendo que um deles participou de treinamentos cognitivos de 60 a 75 minutos, duas vezes por semana, ao longo de um mês e meio. Apenas um dos três tipos de treinamento, focado na detecção rápida de objetos em uma tela, foi associado a uma taxa 25% menor de diagnóstico por demência. O neurologista Jay Bhattacharya, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, destacou que um treinamento simples pode ajudar a manter a saúde mental por anos.
O estudo, conduzido pela Universidade Johns Hopkins, também ressaltou que as ativações cerebrais observadas podem justificar os resultados positivos do treinamento, especialmente quando combinados com mudanças no estilo de vida. O neurologista Wyllians Borelli mencionou que, embora a pesquisa seja importante, outros fatores podem impactar a progressão da demência e que mais investigações são necessárias para estabelecer a eficácia desses exercícios no tratamento do Alzheimer.

