O secretário de Comércio do governo Trump, Howard Lutnick, confirmou, em audiência no Senado realizada na terça-feira (10), que almoçou na ilha privada de Jeffrey Epstein em 2012, durante férias em família. Lutnick, que estava acompanhado de sua esposa e filhos, afirmou que a visita durou cerca de uma hora e ocorreu enquanto ele estava em um barco na região. Este depoimento surge em meio a crescente pressão política e pedidos para sua renúncia, após a divulgação de documentos que indicam uma relação mais próxima do que se acreditava entre ele e Epstein.
Lutnick, que já havia afirmado ter cortado laços com Epstein em 2005, enfrentou questionamentos do senador Chris Van Hollen sobre suas declarações anteriores, que sugeriam uma ruptura total de contato. Van Hollen enfatizou que não havia evidências de envolvimento pessoal de Lutnick em irregularidades, mas destacou que a falta de transparência era um problema sério. Lutnick se comprometeu a compartilhar registros relacionados a Epstein, afirmando que não tem nada a esconder.
A revelação de Lutnick sobre sua visita à ilha de Epstein levanta novas questões sobre a responsabilidade dos líderes políticos em manter a integridade pública. A pressão para sua renúncia, advinda de ambos os lados do espectro político, reflete a seriedade das alegações e a necessidade de responsabilização em situações que envolvem figuras controversas como Epstein, que morreu em 2019 enquanto enfrentava sérias acusações de tráfico sexual.

