Desafios da Safrinha de milho em 2026: chuvas irregulares e ameaça da cigarrinha

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Em 2026, a safrinha de milho no Brasil entra em uma fase crítica, caracterizada por chuvas irregulares e a ameaça crescente da cigarrinha-do-milho. Fevereiro é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e a disponibilidade de água no solo se torna um fator determinante para o potencial produtivo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão indica grandes variações na distribuição das chuvas, com algumas regiões do Centro-Oeste e Sudeste recebendo acumulados acima de 100 milímetros, enquanto outras, especialmente no Nordeste e Norte, podem enfrentar volumes muito baixos ou até mesmo a ausência de precipitação.

Esse cenário climático desfavorável se agrava com a presença da cigarrinha-do-milho, que se espalhou pelo país e é considerada uma ameaça significativa à produção. Estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam para prejuízos de US$ 25,8 bilhões entre as safras 2020/21 e 2023/24, com uma redução média de 22,7% na produção nacional. Em áreas mais afetadas, as perdas podem ultrapassar 70% da colheita, levando os agricultores a aumentar os investimentos em controle fitossanitário para mitigar os danos.

Diante desse panorama, a adoção de práticas de manejo hídrico e fitossanitário se torna essencial. Especialistas enfatizam a importância de estratégias que aumentem a eficiência da utilização da água e dos insumos, além do monitoramento constante das lavouras. A capacidade de lidar com as oscilações climáticas e as pragas será crucial para garantir a produtividade da safrinha de milho, que já representa uma parcela significativa da produção nacional, especialmente no Centro-Oeste.

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