Juan Pablo Guanipa, um aliado próximo da Nobel da Paz María Corina Machado, foi transferido para sua residência nesta terça-feira (10), onde cumprirá prisão domiciliar após ser detido novamente por se manifestar e exigir eleições durante uma breve soltura. Ele, que é ex-parlamentar e tem 61 anos, passou quase nove meses preso sob a acusação de conspiração. Durante as quase 12 horas em que esteve livre no domingo, visitou familiares de presos políticos e percorreu Caracas em uma caravana, exigindo novas eleições.
Guanipa foi novamente detido pouco antes da madrugada, com a Promotoria alegando que ele violou sua liberdade condicional. Em sua conta no X, seu filho Ramón comunicou que ele está agora em sua casa em Maracaibo e denunciou que a prisão domiciliar ainda é uma forma de encarceramento, exigindo a liberdade plena de seu pai e de todos os presos políticos. Sua detenção ocorre em um momento em que se espera que o Parlamento aprove uma anistia geral que inclui os 27 anos de governo chavista.
Cerca de 40 familiares de presos políticos protestaram em frente à Assembleia Nacional, clamando por rapidez na aprovação da lei de anistia. A sessão parlamentar que deveria aprovar a proposta foi suspensa, intensificando a frustração entre os manifestantes. Andreína Baduel, representante do Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, criticou a suspensão, afirmando que isso prolonga o sofrimento das vítimas e ressaltando que a nova prisão de Guanipa é um reflexo do terrorismo de Estado que ainda prevalece na Venezuela.

