A perícia técnica do caso Fictor solicitou uma nova remessa de documentos após encontrar oito subsidiárias operando de forma inativa e não conseguir identificar o destino do dinheiro obtido por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCPs). O pedido foi revelado em um documento obtido pela coluna na terça-feira, 10. A Fictor não respondeu à solicitação de informações sobre o assunto.
As subsidiárias inativas estão localizadas em quatro estados: Goiás, onde se encontram Fictor Agronegócios, Dynamis Clima e Dynamis Futuro; Amazonas, com FW SPE Solar e FW SPE Solar 2; Rio de Janeiro, onde estão Komorebi e Consórcio Solaris; e Bahia, com a Fictor Invest. O relatório da perícia aponta a FW SPE Solar, em Autazes (AM), como a mais preocupante, uma vez que, apesar de ser uma empresa solar, está sendo utilizada como base para obras rodoviárias na região.
Após as visitas realizadas, a perícia exige que o Grupo Fictor adicione novos documentos ao processo de recuperação judicial, esclarecendo a situação das subsidiárias e o destino dos recursos captados. O relatório recomenda um detalhamento das informações sobre a captação de recursos e a abertura das contas contábeis das empresas do grupo, visando garantir maior transparência no processo.

