O setor de defesa global é amplamente dominado pelos Estados Unidos e pela Rússia, que juntos representam mais da metade das armas vendidas no mundo. A União Europeia (UE), em busca de maior autonomia, enfrenta desafios consideráveis para estabelecer uma estratégia de defesa mais independente. Esses temas estarão em destaque na Conferência de Segurança de Munique de 2026, que começa nesta sexta-feira (13/02), refletindo a crescente preocupação com a dependência da UE em relação aos EUA e a necessidade de diversificação nas importações de armamentos.
Dados do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri) revelam que cinco países, incluindo EUA e Rússia, são responsáveis por 74% das exportações globais de armas entre 2000 e 2024. Os Estados Unidos, há mais de duas décadas, lideram como o maior exportador, com 35% do total, seguidos pela Rússia, França, Alemanha e China. A dependência de armamentos estrangeiros é uma preocupação crescente, especialmente entre países da Europa e da Ásia, que obtêm uma parte significativa de suas importações de armamentos dos EUA.
Analistas ressaltam a importância de diversificar os fornecedores para evitar a dependência excessiva de um único parceiro. A UE está se esforçando para fortalecer sua própria indústria de defesa, mas isso envolve enfrentar desafios como a escassez de recursos essenciais e a complexidade das relações comerciais. Com a crescente interdependência das indústrias de defesa global, a construção de alianças e a diversificação das importações se tornam fundamentais para garantir a segurança e a resiliência a longo prazo da Europa.

