A possibilidade de Jair Bolsonaro deixar a prisão e cumprir pena em regime domiciliar voltou a ser discutida no cenário político e jurídico do Brasil. Durante o programa ‘Ponto de Vista’, colunistas destacaram um clima de cautela no Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao caso, além de um cálculo político por parte da família Bolsonaro, que busca uma solução negociada. O laudo mais recente sobre a saúde do ex-presidente indica que ele ‘inspira cuidados’, mas ainda está apto a permanecer preso.
Nos bastidores do STF, emerge a necessidade de uma avaliação colegiada sobre o pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro, em vez de decisões individuais. Os ministros temem que qualquer agravamento da saúde do ex-presidente enquanto ele estiver preso possa refletir negativamente na imagem da Corte. Esse receio se intensificou após conversas entre Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas com integrantes do tribunal no início do ano.
A comparação com o caso de Fernando Collor, que cumpre pena em casa apesar de sua condenação, gera desconforto entre os ministros do STF. A percepção de uma possível seletividade nas decisões judiciais é um tema sensível, especialmente em um Judiciário sob críticas. Enquanto isso, a família Bolsonaro adotou uma estratégia de distensão, buscando uma solução menos conflituosa após o Carnaval, em um cenário onde a população se mostra dividida sobre a natureza da punição a ser aplicada ao ex-presidente.

