O setor de Serviços no Brasil iniciou 2026 com uma alta de 4,4% em janeiro, conforme dados do IGet, um indicador que mede as transações de pagamento no país. Este resultado interrompeu um longo período de fraqueza observado ao longo de 2025, sinalizando uma possível recuperação do segmento. Em contraste, o Varejo registrou uma nova retração de 3,4% na comparação mensal, evidenciando a continuidade de uma tendência negativa que já se estende por dois meses.
Na comparação interanual, o índice de Serviços voltou a apresentar crescimento, com um aumento de 0,4%, após 15 meses consecutivos de queda. O avanço foi puxado principalmente pelos segmentos de alojamento e alimentação, que cresceram 3,9%, e outros serviços às famílias, que avançaram 3,0%. Por outro lado, o Varejo também demonstrou uma queda de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, reforçando sinais de arrefecimento da atividade.
Os analistas apontam que a política monetária restritiva ainda limita o crescimento do Varejo, mas esperam uma melhora gradual ao longo do primeiro trimestre de 2026. A expectativa é de que a isenção do imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil gere um impulso adicional ao consumo nos próximos meses, ajudando a reverter a tendência de queda do Varejo.

