O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e membros de sua equipe se tornaram alvos de uma ação civil pública que solicita o bloqueio de bens em razão dos investimentos de R$ 218 milhões da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) no Banco Master, atualmente em liquidação extrajudicial. O processo visa o bloqueio de bens de Castro, do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, e do diretor financeiro da Cedae, Antonio Carlos dos Santos, sob a alegação de gestão financeira irregular.
A ação foi movida pelo Instituto José do Patrocínio e requer não apenas o bloqueio de contas bancárias, imóveis e veículos, mas também a condenação dos réus e o ressarcimento dos prejuízos causados à estatal. Além disso, a entidade solicita uma indenização por danos morais coletivos, argumentando que as ações dos réus prejudicaram a confiança da sociedade na administração pública. Um pedido de perícia contábil também foi incluído para determinar o valor exato dos danos financeiros à Cedae.
Na semana anterior, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) iniciou um procedimento para investigar os investimentos da Cedae no Banco Master, identificando indícios de irregularidades. A Cedae, por sua vez, defendeu que suas operações seguiram as normas de compliance e governança. Este é o segundo caso de investigação relacionado ao Banco Master que envolve o governo do estado, com o fundo Rioprevidência também sob suspeita por investimentos significativos no banco.

