Quase sete anos após seu suicídio em uma prisão de Nova York, o agressor sexual Jeffrey Epstein continua a impactar as reputações de diversas personalidades que tiveram contato com ele. Com a divulgação de 3,5 milhões de documentos, e-mails e fotos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 30 de janeiro, membros da realeza europeia, diplomatas e ex-líderes de governo se veem sob investigação ou enfrentando perguntas complicadas sobre suas associações com Epstein.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está enfrentando uma crise após nomear Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos em 2024. Mandelson, mencionado repetidamente nos documentos, pode ter recebido transferências de dinheiro e agora é alvo de uma investigação policial. Em outro caso, o eslovaco Miroslav Lajcák renunciou ao cargo de assessor de segurança nacional após revelações sobre suas trocas de mensagens com Epstein.
Entre os membros da realeza, Andrew Mountbatten-Windsor foi novamente implicado nas novas revelações, e a princesa Mette-Marit da Noruega expressou arrependimento por sua amizade com Epstein. Nos Estados Unidos, figuras como Bill Clinton e Bill Gates foram mencionadas nos documentos, levando a exigências para depoimentos e demissões em várias instituições, evidenciando a extensa rede de conexões de Epstein e suas consequências duradouras.

