Um tribunal israelense rejeitou um recurso que permitiria a um menino palestino de cinco anos, diagnosticado com uma forma agressiva de câncer, receber tratamento em Israel. O menino, que atualmente reside na Cisjordânia, ainda é registrado como residente da Faixa de Gaza, o que o impede de cruzar a fronteira, conforme uma política governamental.
Na decisão divulgada no domingo, o tribunal de Jerusalém desconsiderou uma petição que pedia a transferência da criança do hospital em Ramallah para o hospital Tel Hashomer, próximo a Tel Aviv, para a realização de um transplante de medula óssea. Este procedimento não está disponível nem na Faixa de Gaza nem na Cisjordânia, e os médicos do menino determinaram que ele precisa urgentemente de terapia imunológica com anticorpos.
A situação do menino ilustra as dificuldades enfrentadas por pacientes na região, especialmente crianças, que necessitam de atendimento médico especializado. As restrições de movimentação, baseadas em políticas governamentais, têm impactos diretos na saúde e bem-estar de indivíduos vulneráveis, levantando questões sérias sobre a equidade no acesso a tratamentos médicos.

