Um tribunal israelense rejeitou um pedido para que um menino palestino de cinco anos, com uma forma agressiva de câncer, pudesse entrar em Israel para receber tratamento que poderia salvar sua vida. A decisão se baseou em uma política governamental que proíbe a entrada de residentes registrados em Gaza, mesmo que esses indivíduos não residam mais na faixa. O menino, que está na Cisjordânia desde 2022, precisa urgentemente de um transplante de medula óssea, que não está disponível nem na Gaza nem na Cisjordânia.
O juiz do tribunal de Jerusalém decidiu, no último domingo, que o menino não poderia ser transferido do hospital em Ramallah para o hospital Tel Hashomer, localizado próximo a Tel Aviv. Os médicos que o atendem identificaram a necessidade urgente de imunoterapia com anticorpos, um tratamento essencial para a sua condição atual. A recusa do tribunal levanta preocupações sobre as barreiras de acesso a cuidados médicos enfrentadas por palestinos.
Este caso evidencia as dificuldades enfrentadas por pacientes em situações críticas na região. A negativa do tribunal pode ter consequências sérias para a saúde do menino, destacando as complexas questões de políticas de saúde e direitos humanos que impactam a população palestina, especialmente em emergências médicas.

