Desastres causados por chuvas no Brasil: um alerta para a falta de planejamento urbano

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Nas últimas três décadas, o Brasil contabilizou 3.464 mortes e prejuízos que ultrapassam R$ 151 bilhões devido a desastres relacionados a inundações e tempestades. Desde o início do ano, os alertas da Defesa Civil sobre chuvas intensas têm sido frequentes, mas muitos municípios ainda ignoram essa questão. Atualmente, apenas 5,3% das cidades brasileiras possuem Planos Diretores de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais, conforme revela um estudo do Instituto Trata Brasil.

A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Siewert Pretto, destaca que é essencial que os municípios elaborem e implementem planos para mapear riscos e identificar áreas vulneráveis. A falta de drenagem adequada não só aumenta os impactos das tempestades, mas também contribui para a mistura de esgoto bruto com águas pluviais, potencializando os riscos de doenças como a leptospirose, que teve um aumento significativo de casos nos últimos anos.

Além das mortes e doenças, as inundações também causam interrupções no abastecimento de água, evidenciando uma crescente crise hídrica no país. Com as mudanças climáticas, as previsões apontam para uma redução na oferta de água e um aumento no racionamento, especialmente em regiões mais secas. As eleições de 2026 serão decisivas para a implementação de políticas que garantam o cumprimento do Marco Legal do saneamento básico, um passo fundamental para melhorar a qualidade de vida da população e mitigar os impactos dos desastres naturais.

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