Durante o desfile do Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, o locutor pediu aos foliões que aplaudissem as trabalhadoras do sexo, afirmando que sua vida é desafiadora e merece respeito. Apesar disso, muitas preferem observar a festividade de longe, como Estrela, de 58 anos, que opta por dançar à distância para evitar chamar atenção. Esse é um dos desafios enfrentados pelo bloco, que busca promover a integração dessas mulheres ao carnaval.
A presidente do bloco, Cleide Almeida, ressalta que a falta de apoio financeiro e projetos sociais compromete a participação das trabalhadoras. Algumas evitam se aproximar do bloco por medo de exposição na mídia, enquanto outras se mostram interessadas em desfilar. Felipe Vasconcellos, da banda que toca no evento, destaca que barreiras sociais e econômicas dificultam o envolvimento das trabalhadoras no evento.
A Vila Mimosa, um espaço marcado pela prostituição, busca mudar a percepção negativa em relação à sua comunidade. Cleide enfatiza que é vital conhecer a história das trabalhadoras, que são mães e filhas como qualquer outra mulher. O apoio da população é crucial para transformar a visão sobre a vida dessas mulheres e para a valorização da cultura local.

