A obra ‘A Grande Resistência’, escrita por Carrie Gibson, oferece uma crônica ambiciosa da luta por liberdade empreendida por africanos escravizados nas Américas ao longo de quatro séculos. A autora descreve sua intenção de criar uma “paisagem histórica” que abarca toda a extensão das Américas, destacando o que considera a maior e mais diversa insurreição contínua da história. A narrativa se desenvolve desde o século XVI até o século XIX, abordando um vasto leque de fugas e revoltas.
Gibson, que se propôs a contar essa história em 500 páginas, percorre locais como Baltimore, Bridgetown e Bahia, organizando suas 35 capítulos como um catálogo de escapadas, levantes armados e revoluções. O livro apresenta uma tapeçaria densa, rica em relatos que incluem experiências de Cuba, Brasil, Martinica e Curaçao, além dos contextos mais conhecidos dos Estados Unidos e do Caribe anglófono.
A narrativa não ignora eventos e figuras proeminentes, como William Wilberforce e a campanha para o fim do tráfico de escravos, além de Abraham Lincoln e a Guerra Civil Americana. No entanto, essas histórias são inseridas em um contexto muito mais amplo, refletindo a complexidade e a diversidade da luta pela liberdade ao longo dos séculos nas Américas.

