Morgan McSweeney, que atuava como chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou sua renúncia no último domingo (08). Sua saída foi impulsionada por pressões políticas relacionadas à indicação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, uma decisão que gerou críticas devido ao envolvimento passado de Mandelson com Jeffrey Epstein, figura central em um dos maiores escândalos de abusos sexuais da história.
McSweeney, que desempenhou um papel crucial na estratégia eleitoral do Partido Trabalhista, admitiu que a nomeação de Mandelson foi um erro e assumiu total responsabilidade pela recomendação. Os documentos que vieram à tona revelaram um relacionamento próximo entre Mandelson e Epstein, aumentando a pressão sobre o governo Starmer, que enfrenta desafios significativos em sua liderança.
A crise política causada por essa situação não só afeta a confiança do público no governo, mas também pode ter repercussões nas próximas eleições. A saída de McSweeney destaca as fragilidades da administração atual diante de um escândalo que ainda ressoa na política britânica e nas preocupações com a ética pública.

