Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou a ‘calibragem’ na política monetária como um ponto crucial em um evento realizado na Associação Brasileira de Bancos. Ele enfatizou que, embora a Selic esteja em 15% ao ano e a inflação apresente sinais de melhora, o BC não vê espaço para comemorações antecipadas. A declaração ocorre em um contexto onde o IPCA de janeiro será divulgado, aumentando as expectativas sobre possíveis cortes na taxa de juros nas próximas reuniões do Copom.
Galípolo sublinhou que é fundamental reconhecer as mudanças no cenário econômico desde a última alta da Selic, mas advertiu contra visões triunfalistas. Ele mencionou que a economia continua resiliente e que os dados ainda exigem atenção cuidadosa, alertando que o ajuste na política monetária precisa ser preciso e meticuloso.
A missão do Banco Central permanece a de garantir a estabilidade de preços, enquanto também observa a dinâmica do sistema financeiro e o nível de atividade econômica. O prêmio Nobel de Economia, Milton Friedman, é citado para reforçar que a inflação é, em essência, um fenômeno monetário, indicando que decisões equivocadas sobre os juros podem gerar custos significativos tanto para a inflação quanto para o crescimento do país.

