O movimento ‘Rethinking Economics’ emergiu como resposta ao descontentamento de estudantes após a crise financeira de 2008. Alunos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, abandonaram uma aula introdutória de economia, alegando que o ensino oferecido perpetuava uma visão limitada e contribuía para um sistema econômico desigual. Em um movimento semelhante, estudantes da Universidade de Manchester, no Reino Unido, formaram uma ‘sociedade de economia pós-crise’ para debater as questões econômicas atuais em um contexto mais realista.
Os integrantes do movimento argumentam que a educação econômica precisa ser reformulada, incorporando uma visão mais abrangente que leve em conta as complexidades do sistema econômico contemporâneo. Eles criticam a ênfase em fórmulas matemáticas que, segundo eles, não refletem a realidade econômica que os alunos enfrentam no dia a dia.
Com a proposta de promover uma nova consciência crítica entre os futuros economistas, o movimento busca não apenas alterar o conteúdo dos cursos, mas também instigar reflexões sobre as práticas tradicionais que perpetuam desigualdades. Essa iniciativa já ganhou espaço em diversas instituições de ensino, sinalizando a necessidade de um ensino econômico mais inclusivo e pertinente às questões sociais atuais.

