Porto Rico, apesar de ter livre trânsito com os Estados Unidos e a capacidade de eleger seu governador, não é um estado americano. Essa condição resulta na exclusão dos porto-riquenhos do processo eleitoral presidencial e na ausência de representantes com direito a voto no Congresso dos EUA. Esse cenário é frequentemente discutido à luz da possibilidade da ilha ser considerada uma colônia moderna, uma vez que seus habitantes estão sujeitos às leis federais dos EUA, mas sem gozar dos mesmos direitos políticos.
Com uma área de 8,9 mil km² e uma população de aproximadamente 3,2 milhões de pessoas, Porto Rico se destaca por sua cultura latino-americana e predominância do idioma espanhol. A ilha foi incorporada aos EUA após a guerra hispano-americana de 1898 e, em 1952, recebeu o status de Estado Livre Associado. Contudo, essa autonomia é vista por muitos como limitada, levando a debates sobre a verdadeira natureza de sua relação com Washington, que controla aspectos cruciais da administração local.
Recentemente, durante o Super Bowl, o cantor Bad Bunny abordou essa complexa relação ao criticar a gentrificação e a influência dos EUA sobre a cultura porto-riquenha, destacando a importância da identidade local. Embora referendos tenham sido realizados para determinar o futuro status político da ilha, com resultados que indicam o desejo de se tornar um estado, as decisões do Congresso dos EUA ainda são determinantes para o futuro de Porto Rico.

