Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista da Escócia, solicitou nesta segunda-feira, 9, a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em decorrência de novos documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que revelam a ligação do ex-embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, com o falecido predador sexual Jeffrey Epstein. Sarwar afirmou que a situação está prejudicando a imagem do Partido Trabalhista e sua capacidade de vencer as eleições parlamentares na Escócia em maio.
Durante uma coletiva de imprensa em Glasgow, Sarwar destacou que, apesar de considerar Starmer um “homem decente”, a manutenção dele no cargo poderia impedir o partido de se recuperar politicamente. A declaração veio após a renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que assumiu a responsabilidade pela controversa nomeação de Mandelson e admitiu que a decisão foi um erro.
O escândalo se intensificou com a revelação de que Mandelson havia mantido Epstein informado sobre políticas fiscais britânicas, além de outros aspectos confidenciais. Starmer, que enfrenta a crise mais significativa de sua liderança, expressou sua indignação e afirmou ter tomado medidas para desassociar-se de Mandelson, que foi demitido em setembro do ano passado após a revelação de sua proximidade com Epstein, mesmo após este ter sido condenado por crimes sexuais em 2008.


