A Justiça da Argentina formalizou a acusação contra Diego Spagnuolo, ex-diretor da Agência Nacional de Deficiência (Andis), por liderar um esquema de corrupção que envolvia pagamento de propinas e desvio de recursos públicos. A decisão foi assinada pelo juiz federal Sebastián Casanello e divulgada nesta segunda-feira, 9. Além de Spagnuolo, dezoito outras pessoas foram processadas, tendo seus bens bloqueados.
A investigação revelou a existência de uma “organização criminosa” que atuou entre 2023 e 2025 dentro da Andis, favorecendo interesses privados em detrimento do interesse público. Segundo o magistrado, a agência foi manipulada para enriquecer membros do esquema, que abusaram de situações de emergência para contornar processos de licitação e direcionar contratos a empresas farmacêuticas selecionadas previamente.
Entre as evidências apresentadas contra Spagnuolo, destaca-se a apreensão de uma máquina de contar cédulas em sua residência, indicativa de movimentação clandestina de dinheiro. O caso ganhou notoriedade após o vazamento de áudios que mencionavam Karina Milei, irmã do presidente, mas esses não foram utilizados como prova durante o processo. A Andis foi dissolvida em dezembro, e suas atribuições estão agora sob o Ministério da Saúde, em meio a uma auditoria que identificou beneficiários irregulares.

