O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reafirmou que não irá renunciar ao seu cargo, mesmo diante da pressão crescente após a saída de seu chefe de gabinete e do diretor de comunicação. Em declarações feitas nesta segunda-feira (9), Starmer comentou que não está disposto a abrir mão de sua responsabilidade, em meio a um escândalo que envolve vínculos de seu ex-embaixador nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
As recentes revelações sobre as relações entre Mandelson e Epstein intensificaram a crise no governo de Starmer, que assumiu o cargo em julho de 2024. O líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, foi um dos que pediram a renúncia de Starmer, afirmando que a situação atual é uma distração que precisa ser resolvida. Apesar disso, Starmer recebeu apoio de diversos ministros que expressaram sua discordância com as críticas e reafirmaram seu compromisso com o mandato.
A pressão sobre Starmer aumentou ainda mais após a renúncia de Tim Allan, seu diretor de comunicação, que admitiu que aconselhou a nomeação de Mandelson, mesmo ciente de suas relações com Epstein. A oposição conservadora, liderada por Kemi Badenoch, também criticou Starmer, afirmando que sua posição se tornou insustentável e que ele deve assumir as responsabilidades pelas más decisões tomadas durante sua gestão.

