O artista Ai Weiwei compartilha suas experiências ao retornar à China, seu país natal, após mais de uma década longe. Conhecido mundialmente como um dos mais destacados críticos do regime comunista chinês, Weiwei teve que fazer cálculos difíceis antes de decidir voltar para casa. Ele recorda os momentos em que esteve detido, quando seus captores o ameaçaram com 13 anos de prisão por acusações infundadas, destacando a dor de saber que seu filho não reconheceria o pai.
Durante a viagem, Ai Weiwei teve a oportunidade de rever sua mãe, que seu filho nunca havia conhecido. Essa reunião foi profundamente emocional e representa não apenas um reencontro familiar, mas também um ato de resistência contra a opressão e a censura que ele enfrentou ao longo dos anos. Ai decidiu falar sobre seus desafios e a realidade da vigilância estatal na China, publicando uma obra polêmica sobre o tema.
A narrativa de Ai Weiwei é um testemunho sobre as dificuldades que artistas e dissidentes enfrentam em regimes autoritários. Sua vida e trabalho continuam a inspirar aqueles que lutam pela liberdade de expressão e pelos direitos humanos, mostrando a importância de se levantar contra a repressão mesmo diante de grandes riscos.

