O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que a liquidação extrajudicial do Banco Master revelou fragilidades relevantes no sistema financeiro e reforçou a necessidade de mecanismos de enforcement para garantir o correto casamento entre ativos e passivos das instituições.
Durante um painel sobre Estabilidade Financeira organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Galípolo observou que a regulação não impede os bancos de captar recursos por meio de instrumentos com taxas superiores ao CDI, mas a principal questão estava na composição dos ativos da instituição. Ele destacou que, ao longo de 2024, o Banco Master enfrentou questionamentos sobre sua credibilidade e dificuldades de captação, o que pressionou sua liquidez.
O Banco Central criou um grupo específico para aprofundar as diligências em relação ao Banco Master, que apresentou uma versão inicial de seu parecer de liquidez, mas não foram encontradas evidências das carteiras informadas. Galípolo classificou a reação inicial da fiscalização como um “cartão amarelo” para a instituição, que culminou na liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025, após a conclusão das investigações.

