Análise do uso de bens como garantia em empréstimos no Brasil

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A utilização de bens, como imóveis e veículos, como garantia para a obtenção de crédito tem se consolidado como uma alternativa atraente para aqueles que buscam melhores condições de financiamento no Brasil. Com taxas de juros mais baixas e prazos de pagamento alongados, essa modalidade se apresenta como uma solução para a quitação de dívidas e reorganização financeira. Dados do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, da Serasa Experian, revelam que a procura por crédito no país cresceu 15,6% em relação a 2024.

Em contrapartida, o Brasil enfrenta um cenário preocupante de inadimplência, com 80,4 milhões de pessoas endividadas em outubro. Cada CPF, em média, acumula quatro pendências financeiras, totalizando cerca de 6 mil reais, ou aproximadamente 1.500 reais por dívida. No mesmo período, as concessões de crédito atingiram 690,8 bilhões de reais, representando um aumento de 9,8% em um ano, sendo que as empresas tiveram uma alta de 11,4% e as pessoas físicas, de 8,6%.

Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas, principal fintech de crédito com garantia da América Latina, destaca que a decisão de usar um bem como garantia pode trazer benefícios substanciais, como a redução das taxas de juros. Ele aponta que essa estratégia é vantajosa para quem precisa de um valor maior de crédito ou de parcelas que se ajustem ao orçamento, permitindo uma gestão financeira mais eficaz e previsível.

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