O Banco Central do Brasil, sob a direção de Gilneu Vivan, anunciou que a revisão das regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) será uma prioridade na agenda da instituição para este ano. A motivação para essa revisão surge das lições aprendidas com a liquidação do Banco Master, que deixou um rombo significativo. Além da revisão do FGC, o Banco Central também pretende discutir normas para a distribuição de títulos e a transparência na remuneração de intermediários, com a expectativa de que essas informações sejam organizadas e divulgadas até março.
Durante sua participação em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em São Paulo, Vivan enfatizou que a evolução do sistema financeiro exige uma reavaliação do arcabouço regulatório, sugerindo que a regulação deve se concentrar mais na atividade financeira do que na natureza das instituições. Ele ressaltou que a estabilidade financeira é um reflexo da maturidade institucional e que a mudança nas regras é essencial para evitar crises futuras.
O diretor também mencionou que o FGC já havia compensado aproximadamente 85% dos depositantes afetados pelo caso do Banco Master, evidenciando a eficácia do mecanismo. Contudo, Vivan reconheceu que o processo de liquidação foi mais demorado do que o desejado, indicando a necessidade de aprimoramento nas práticas regulatórias para garantir maior eficiência e segurança ao sistema financeiro.

