O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou um plano de recapitalização de R$ 55 bilhões em resposta ao colapso do conglomerado Master. A estratégia inclui a antecipação de 84 meses de contribuições dos bancos em um período de três anos, além da implementação de uma alíquota extraordinária. A medida é necessária para honrar o pagamento de CDBs (Certificados de Depósitos Interbancários) e cobrir empréstimos emergenciais ao Banco Master e ao Will Bank.
Para viabilizar o plano, a primeira antecipação de contribuições é prevista para 2026, totalizando cerca de R$ 30 bilhões. Além disso, estão programadas antecipações adicionais em 2027 e 2028, com um total aproximado de R$ 12 bilhões. A nova alíquota de 0,06% deve proporcionar cerca de R$ 3 bilhões anuais, mas a implementação da estratégia gera tensão entre as instituições financeiras, especialmente entre bancos grandes e pequenos.
Os bancos aguardam a aprovação do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional para a utilização dos recursos atualmente parados no BC para financiar o FGC. Embora os grandes bancos defendam a redireção do compulsório sobre depósitos à vista, os bancos menores podem enfrentar um impacto significativo devido à nova alíquota. O Banco Central está avaliando a proposta, preocupado com a possibilidade de aumento dos juros para o consumidor final.

