Uma coalizão de grupos legais australianos e palestinos pediu à polícia federal da Austrália que investigue e prenda Doron Almog, um ex-general das Forças de Defesa de Israel, que viaja com o presidente israelense Isaac Herzog. Almog já enfrentou ordens de prisão devido a alegações de crimes de guerra cometidos em Gaza em 2002, acusações que ele nega. A pressão aumenta à medida que protestos em massa estão agendados em resposta à visita do presidente ao país.
O ex-general, que participa da viagem na função de presidente da Agência Judaica para Israel, é uma figura controversa e sua presença gerou reações negativas de alguns membros do Partido Trabalhista australiano. A oposição à visita de Herzog se intensifica, refletindo uma crescente insatisfação com as políticas israelenses em relação aos palestinos. A solicitação das organizações legais destaca a complexidade das questões de direitos humanos e justiça internacional que cercam a situação.
As implicações deste pedido de prisão podem ser significativas, não apenas para a relação entre Austrália e Israel, mas também para o debate mais amplo sobre responsabilidade por crimes de guerra. Se a polícia federal decidir agir, isso poderá desencadear uma série de reações políticas e sociais, com repercussões tanto na Austrália quanto em Israel. O caso ressalta a tensão entre a diplomacia e a justiça, à medida que os direitos humanos continuam a ser um ponto focal nas relações internacionais.

