Uma análise de imagens de satélite divulgadas recentemente indica que o Irã está acelerando os reparos em suas instalações de mísseis balísticos, danificadas por ataques de Israel e dos Estados Unidos durante uma guerra aérea em junho. As imagens mostram atividades em cerca de duas dezenas de locais afetados, com reparos visíveis em mais da metade deles. Especialistas, no entanto, apontam que as estruturas visíveis não permitem uma avaliação completa do que acontece nas áreas subterrâneas.
Os principais centros de enriquecimento de urânio, como Isfahan e Natanz, ainda parecem inoperantes, mas o Irã prioriza a recuperação de suas capacidades de mísseis. Enquanto isso, representantes dos EUA e do Irã se reúnem em Omã para discutir um possível acordo sobre não proliferação de armas nucleares. No entanto, a tensão se mantém, especialmente com Washington exigindo restrições ao programa de mísseis balísticos do Irã, um ponto considerado inegociável por Teerã.
As negociações em Omã representam um momento crítico nas relações entre os dois países, marcadas por desconfiança mútua. O Irã defende seu programa de enriquecimento como um esforço pacífico, enquanto os EUA e seus aliados temem que isso possa levar à construção de armas nucleares. A situação continua a evoluir, com as implicações do programa nuclear do Irã sendo uma preocupação central para a segurança regional.

