A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS cancelou a sessão programada para esta segunda-feira, 9 de fevereiro, após o empresário Paulo Camisotti apresentar um atestado médico que o impedia de comparecer à oitiva. A reunião estava agendada para as 16h e o cancelamento foi informado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que expressou sua insatisfação com a utilização de atestados médicos para atrasar as investigações.
O senador Viana também mencionou que a CPMI não tolerará ‘expedientes protelatórios’ e poderá adotar medidas legais e regimentais, incluindo condução coercitiva, se necessário. A comissão já havia decidido anteriormente adiar o depoimento do deputado estadual Edson Araújo (PSB), que é investigado na Operação Sem Desconto e não pode se deslocar a Brasília devido a uma recente cirurgia.
A CPMI investiga um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários, no qual a empresa de Paulo Camisotti está implicada. O pai dele, Maurício Camisotti, é considerado um dos principais articuladores do esquema. Além disso, foi revelado que Paulo obteve um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo seu direito de permanecer em silêncio durante o depoimento, enquanto a CPMI continua acompanhando as denúncias e investigações em curso.


