Neste domingo (8), Juan Pablo Guanipa e Perkins Rocha, dirigentes políticos próximos da líder opositora María Corina Machado, foram libertados na Venezuela. Essa soltura acontece um mês após o governo interino do país iniciar a liberação de presos políticos, um movimento que se intensificou após a queda de Nicolás Maduro. A libertação ocorre em um momento crucial, a dois dias da votação de uma lei de anistia geral proposta pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
María Corina Machado, que deixou a Venezuela em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz e não teve seu paradeiro revelado desde então, expressou sua alegria pelas libertações em uma postagem nas redes sociais. Ela se referiu a Guanipa como um herói e fez um apelo pela liberdade de todos os presos políticos. Apesar das libertações, a ONG Foro Penal destacou que muitos ainda permanecem detidos e que o processo de soltura ocorre de maneira fragmentada.
Guanipa, ex-vice-presidente do Parlamento, estava preso desde maio de 2025, e Rocha, assessor jurídico de Machado, foi detido em agosto de 2024. Ambos enfrentaram um ambiente de repressão política após a reeleição contestada de Maduro, que gerou protestos e repressão em larga escala. As libertações levantam questões sobre a efetividade das ações do governo interino e a real possibilidade de liberdade plena para os opositores políticos ainda detidos.


