António José Seguro, do Partido Socialista, venceu neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, superando o candidato da extrema direita, André Ventura, com uma ampla margem. Com 95% das urnas contabilizadas, Seguro obteve 66% dos votos, enquanto Ventura ficou com 34%. Seguro tomará posse em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupou o cargo por dez anos.
A vitória de Seguro é considerada um fortalecimento dos valores democráticos portugueses, especialmente em um momento de crise política e climática. O papel do presidente, embora majoritariamente simbólico, se torna crucial em contextos de crise, pois permite dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas. O novo presidente é visto como um líder moderado que conseguiu unir diferentes setores da política portuguesa.
A campanha de Seguro foi afetada por tempestades que resultaram em mortes e prejuízos estimados em bilhões de euros, levando a adiamentos nas votações. Apesar da derrota, Ventura e seu partido, Chega, consolidaram-se como a segunda força política do país. Lula, presidente do Brasil, parabenizou Seguro e enfatizou a importância da vitória para as relações entre Brasil e Portugal, particularmente em relação ao acordo Mercosul-União Europeia.


